
Sons de acordes pensados num improviso esticado. Tons que se fundem num final de tarde grosseiro, altruísta e inteligente (...) palavras engasgadas, como se soubessemos exactamente o quê, mas ficásse para sempre na ponta da língua, no fundo dos olhos, quando consulto listas e listas e a memória falha em todos, mas nunca em detalhes. Individualismo e curiosidade, unicidade e fome. É no detalhe que temos a essência, o marcante, o que nos deixa de boca aberta de espanto contemplado ou num aceno de cabeça cru. Conforto, tranquilidade... é nas massas de conhecidos que exprimimos os nossos tectos, é na solidão que criamos um chão essencial no nosso eterno imenso. Desconfio de quem pensa que sabe tudo. Crédito vazio. Uma "simples" criança com 2 ou 3 passos e um olhar sorridente deita-nos por terra totalmente abrasados num mundo onde não tenho nada certo, algo convicto. Momentos estáticos que me deixam acelerado à esquerda. Lisonjeado com lições dadas. Quem recusa sê-lo volta sempre por procurá-lo uma quinta vez. Levanto os braços em V. Erguidos, verão o que mais amo, o que respiro.









