24.2.07

Vulgar



O som que ouvimos, a roupa que vestimos, as nossas atitudes (...) actos nem sempre expontâneos. Vejo por vezes simples peças de um tabuleiro guiadas por ideais hipócritas e mesquinhos para obter um simples estatuto... falta de equilíbrio guiada por extremos. Não passa de uma máscara que necessitamos que seja aceite pelo ambiente que nos rodeia. O excesso de confiança leva-nos a ter comportamentos arrogantes. Carências fúteis. Sinto necessidade de conhecer e lidar com gostos e mentalidades simples que não estão afectados por influências podres exteriores. Julgo que uma enorme prova de inteligência é o facto de sermos selectivos nas mensagens que podemos absorver das experiências vividas até hoje. Saber o que necessitamos na nossa vida para o nosso desenvolvimento e simplesmente rejeitar o que sobra. Custumo dizer que os fracos sobrevivem e os fortes evoluem. Infelizmente o conceito de evolução caí na ignorância da maioria. Queremos ter conversas que raramente nos são propícias ou proporcionadas. Principalmente por falta de intelecto ou simplesmente pela necessidade das mensagens que ouvimos das mesmas pessoas, todos os dias, nos mesmos lugares... tantas delas vazias e sem essência. O que realmente queremos? Ao tentarmos agradar quem não interessa minimamente desviamo-nos do nosso Eu, a nossa essência regride de um ponto de vista inconsciente até novamente voltarmos a acordar e pensar que talvez sejamos superiores a isso. Há gente feliz assim em cada esquina, em cada café, em cada rua (...) Orgulho-me de ser genuíno, de me sentir diferente e de, sobretudo, não me esquecer do que essencialmente sou.