27.3.09

2, 3 Segundos



Autoplagiar-me, trincar placebos que me mantenham. Quero evitar que a terra gire, tem-me deixado tonto. Como se a psilocibina me entrasse de rajada e me raiasse o cérebro sem propósito. A forma menos usual que me dá na cabeça para descrever o que lá se tem passado. Uma nova fase aproxima-se. Entre inquietude e desmazelo prevejo à minha maneira o que está para vir, fecho os olhos e mordo os lábios, mordo as memórias que permanecem na ponta da língua e o dia de hoje oferecido que, talvez por isso, aclamado de presente (...). Penso nos presentes que tenho, faço disso a minha vida. Cego e vidrado, sentido por momentos, dias. No entanto dou uma oportunidade a qualquer um, faço questão de a receber também. Mereço. Exijo. Não acredito muito no que é dito, pouco crédito... antes o tivésse todo, era qualquer coisa incrível. Quando dou conta dos detalhes traço as minhas imagens, faz toda a diferença. Gostáva que tivéssem o nome de pormaiores, faria mais sentido para mim. Elevam toda uma personalidade, beleza, conteúdo. As palavras são somente isso e nem sequer existem suficientes. O som corre e percorre-me o corpo, arranho a melodia, mordo as letras literalmente por vezes. Necessidade.

22.3.09

A Breath And A Scream


Rough night, last night... night of excess, as drinks followed one upon other, like waves in their natural routine... the purpose was different though, less reflected, maybe because my head was too full, perhaps it was not full but just occupied, selfishly, deeply. Cigarettes flew and kicked my lungs, slow motion suicide, mind healers, stupid jokes and a rush through the spine. I felt like melting inside since the night before, a dead man walking, once again I felt it to the bone. Imminent flight booking, filled notion of respect and head thinking, a heart kept in the shade of my chest. From the beggining I just knew several things, one of them was that it wouldn't be as any other senseless spit and heat exchange, not with us, not like the preconseption of life itself... drinking milk, water, blindfolds upon an hangover of alchool, ansiety, broken wings, my huge ones... too good to be trully realized from the first start, the first kiss, the first out of time confidence. Sweetness to it's purest state, in the leaves of a flower you kept a smile, with such a glow, brightness. I saw happiness. I recognized the child in you, the embaraced reddish face for such a detail, with such importance though... I saw you needed more. The only thing I know about you and I is that I gave you a glimpse of myself, I told you what it matters to me... and you listened. What fucks me up is that I feel you got it, such an unusual thing to be done. Miles flirt with miles, they multiply. You get colder, colder, colder. Connection of freakish parts, so... perfectly. What really matters? An advance plan about a perfect life with no essence. I don't know what love is. I just guess that some feelings, those special ones, made of chills, those weird ones in the back of your neck, the breath takers, out there, that deserve to be planted, desired during growth, shared above it all. With charm comes a big responsability, it consumes you, abstracted to the fact of being in love, taking steps bigger than your legs, making awesome plans when at the moment of truth it's just different. I'll keep you with me, and I will see you in the end of an exhausting night of work, or sitting at the edge of a counter. Probably you'll cross your sight with mine on a street, somewhere, somehow... I will, someday*
"You make me feel like a girl... I'm used to have to be a woman".

18.3.09

Loucos Mudos


Desejo de morangos com chocolate, desejo de partilha e doçura, enquanto descanso o corpo no chão e inquieto a cabeça. Estranha forma de tal experiência acumulada que no ponto orbital dos relógios pára e deixa de conter nela expectativas e actos premissos permutos. O verdadeiro conhecimento acerca de nós parte do princípio de que não nos conhecemos de todo. Todas as certezas e egos entopem canos quando nos deparamos com o que nos provoca algo novo, visceral, que nos rouba o sono, nos aquece o coração e simplesmente não esperamos encontrar assim... os dedos inquietam-me, a vontade é demasiada, demente. As datas não batem certo. Desabafos loucos, bizarros e sentimentais. Palavras pouco pensadas e totalmente soltas do que impede a humanidade da felicidade máxima. Preciso-te ao te desenhar em música, ao tentar dizer-te tudo o que te digo sem treinos, demasiado expontâneo e poético para sair da forma que explode nos teus ouvidos. Fará sentido... algum? Quero-te, uma certeza.

10.3.09

Gelo Ardido



Logo vi esses estranhos espelhos da tua alma. Disseram-me adeus uma segunda vez (...) peço que seja a última... desejo tanto que haja a terceira (...) desde que pisei de novo o meu chão rotineiro, tenho-me sentido vivo, tal aproximação de demónios com que gosto de brincar, aprender... tão próximos que me fazem queimar. Sempre foi essa a minha designação própria para amar o interessante, o ponto em que tentamos tocar o Sol e mesmo sem nunca o conseguir sentimos um ardor no olhos, um avistar da esfera, um calor no peito, um rasgar de lábios. Sinto que o abracei por momentos, deixo-o aqui e aí para que o vivas quando mais desejares, de olhos fechados, de cabeça aberta. Acordo diferente. Deito-me vazio. No entanto a paz é dona e senhora, os meus braços duridos sabem onde repousar, a minha mente ingénua adiciona-me luz. Quero pernas maiores, mãos infinitas, possibilidades ridículas e crueldade, quero tempo... quero passá-lo, subjectivismo único por impulso, por desejo, poder provar a esses teus estranhos ditos que um desconhecido tem poder, tem corpo, tem mais alguma coisa brutal de certo, onde tudo o que separo e selecciono como doce o reconheço, onde a dúvida derrete numa chávena em ebulição... o intenso, o que não conheço, o que agarro com unhas e dentes, o suor novo volátil, o sangue meu.

5.3.09

Habibti


Surpresas inesperadas, toque com sabor transcendental, único... memórias doces de quem dá voltas na cama à espera desse toque, essa expontaneadade louca, lirical, todas as palavras sussurradas sem porquês, numa língua doce, a tua... sem comos, sem realizar o que pode levar a tal, quando tudo o que interessa é a vontade real que nos passa pelo corpo. Fotografias mentais despidas, realidade completa a par dos cabelos nos meus dedos, das minhas mãos nervosas e quentes que ousaram colar-te em mim. Imenso intenso, de quem soube ler uma cabeça e obter respostas derivadas de olhares... os teus... rasgados, inocentes, com tantas perguntas tremidas em silêncio. Vontade enorme de largar tudo, plano duro, longo... possível porém, um doce amargo que me revira os olhos, neste aparato utopico, palavra que fez todo o sentido como sabes. Mistura étnica, casca bela em cérebro nunca vazio. Fiz questão de criar novos tons de pele ao misturar a tua na minha. Respiro-te a cada segundo da tua voz, quero-te e sei que te tive. Intenso, demasiado... não sei, não sei nada... sei que dáva muito de mim para que fosse possível de novo. Partilho o que de melhor tenho, absorvo o que me dás, o que sentes mais teu. Chocolate.