
Autoplagiar-me, trincar placebos que me mantenham. Quero evitar que a terra gire, tem-me deixado tonto. Como se a psilocibina me entrasse de rajada e me raiasse o cérebro sem propósito. A forma menos usual que me dá na cabeça para descrever o que lá se tem passado. Uma nova fase aproxima-se. Entre inquietude e desmazelo prevejo à minha maneira o que está para vir, fecho os olhos e mordo os lábios, mordo as memórias que permanecem na ponta da língua e o dia de hoje oferecido que, talvez por isso, aclamado de presente (...). Penso nos presentes que tenho, faço disso a minha vida. Cego e vidrado, sentido por momentos, dias. No entanto dou uma oportunidade a qualquer um, faço questão de a receber também. Mereço. Exijo. Não acredito muito no que é dito, pouco crédito... antes o tivésse todo, era qualquer coisa incrível. Quando dou conta dos detalhes traço as minhas imagens, faz toda a diferença. Gostáva que tivéssem o nome de pormaiores, faria mais sentido para mim. Elevam toda uma personalidade, beleza, conteúdo. As palavras são somente isso e nem sequer existem suficientes. O som corre e percorre-me o corpo, arranho a melodia, mordo as letras literalmente por vezes. Necessidade.



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