
Logo vi esses estranhos espelhos da tua alma. Disseram-me adeus uma segunda vez (...) peço que seja a última... desejo tanto que haja a terceira (...) desde que pisei de novo o meu chão rotineiro, tenho-me sentido vivo, tal aproximação de demónios com que gosto de brincar, aprender... tão próximos que me fazem queimar. Sempre foi essa a minha designação própria para amar o interessante, o ponto em que tentamos tocar o Sol e mesmo sem nunca o conseguir sentimos um ardor no olhos, um avistar da esfera, um calor no peito, um rasgar de lábios. Sinto que o abracei por momentos, deixo-o aqui e aí para que o vivas quando mais desejares, de olhos fechados, de cabeça aberta. Acordo diferente. Deito-me vazio. No entanto a paz é dona e senhora, os meus braços duridos sabem onde repousar, a minha mente ingénua adiciona-me luz. Quero pernas maiores, mãos infinitas, possibilidades ridículas e crueldade, quero tempo... quero passá-lo, subjectivismo único por impulso, por desejo, poder provar a esses teus estranhos ditos que um desconhecido tem poder, tem corpo, tem mais alguma coisa brutal de certo, onde tudo o que separo e selecciono como doce o reconheço, onde a dúvida derrete numa chávena em ebulição... o intenso, o que não conheço, o que agarro com unhas e dentes, o suor novo volátil, o sangue meu.



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