27.11.08

Beata


Pensar em ideias para as ter como opções a serem tomadas em conta leva-me a crer que me faz falta alguém idiota. Canço-me facilmente das já mastigadas frases feitas que, apesar de terem as suas filosofias de vida, não passam de necessidades de a preencher como qualquer outra. Também me canso de estar doente dos olhos. Falta-me mais ignorância na vida às vezes. Geradores de conversa que passam por falsos intelectualismos que são pensados para serem cuspidos, não divulgados quando produzidos em paredes pintadas já com cores feias, coisa que não existe, descontextualizada. Faz-me sorrir. Gestos escritos, sentimento batido. Reticências rematadas como final de frase e não de ideia, fáceis de ler para quem sabe conhecer, a tal conversa doce sem palavras, algo que se quer dizer mas que necessita que haja vocabulário em dicionários para tal (...) significados que conhecemos tão bem... faltam muitas palavras no meu. Mostrarem-me coisas que sei que as são mas que não as vi, olhei e nem sequer reparei no toque que podem ter. É confortável sentir o que temos seguro, mesmo quando se torna desinteressante. Está lá. O desinteressante não existe quando há expontaneadade. A palavra torna-se no seu significado e acordamos. Passamos a ver coisas sem nos preocuparmos em ter presente que as são. Quero sempre experiência nisto escrito, na companhia de quem o compreende e o cultiva ao acordar.

4.11.08

Prosperidade Doseada



Duas da manhã e alguns tímidos minutos. O sono teima em deixar os meus olhos cansados sem vontade de se cobrirem (...) vejo pela segunda vez um filme banal fitado como desculpa para não rolar nos lençois. Tempo de decisões, espera pela preguiça que teima demorar em horário batido. Deixo para amanhã o que posso fazer hoje, o que devo... o que me faz ranger os dentes e amolecer em figuras descontraídas e garantidamente sucedidas. Guardo para amanhã o que me dá sabor, o que me faz levantar a cabeça e arrastar 500 soldados e ondas pesadas sem grandes faltas de facilidade. Fito-os e deito-os a baixo ao estender a mão para os erguer. Sinto o corpo e aprecio o reflexo, Homem e miúdo (...) sarcasmo simpático. Incertezas de não tê-lo presente, o dia. Gostar de ansiá-lo, uma necessidade em cores claras por não as definir com contornos desenhados mas sonhados, numa viagem de carro com a testa colada no vidro e a cabeça em reticências... querer estar inserido e não fitar corredores que me teimam o sono e não os olhos. Passaram mais alguns... e?