
Duas da manhã e alguns tímidos minutos. O sono teima em deixar os meus olhos cansados sem vontade de se cobrirem (...) vejo pela segunda vez um filme banal fitado como desculpa para não rolar nos lençois. Tempo de decisões, espera pela preguiça que teima demorar em horário batido. Deixo para amanhã o que posso fazer hoje, o que devo... o que me faz ranger os dentes e amolecer em figuras descontraídas e garantidamente sucedidas. Guardo para amanhã o que me dá sabor, o que me faz levantar a cabeça e arrastar 500 soldados e ondas pesadas sem grandes faltas de facilidade. Fito-os e deito-os a baixo ao estender a mão para os erguer. Sinto o corpo e aprecio o reflexo, Homem e miúdo (...) sarcasmo simpático. Incertezas de não tê-lo presente, o dia. Gostar de ansiá-lo, uma necessidade em cores claras por não as definir com contornos desenhados mas sonhados, numa viagem de carro com a testa colada no vidro e a cabeça em reticências... querer estar inserido e não fitar corredores que me teimam o sono e não os olhos. Passaram mais alguns... e?



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