
A necessidade de escrever surge-me esporádicamente sem pensar o que desenrolar, como a melhor música que nos possamos lembrar em determinado momento... diz tudo o que deixamos de dizer, lembra tudo o que lutamos para não aborrecer a memória. No entanto, a melhor escrita assim como a melhor música muda de acordo com o bater mais ou menos acelerado e, o que num instante merece toda uma vénia, noutro parece somente vulgar e maçador. O mesmo acontece com a nossos desabafos expontâneos, os nossos risos histéricos, com o saber apreciar da maior maravilha alguma vez criada (...) tudo tem a importância que lhe é dada. Brilho nos olhos. O tudo pode ser a nossa música preferida. Pode ser um sorriso de um desconhecido, odores e sabores, um brinquedo que encontramos atrás da mobília (...) temos poder para o assim afirmar. Todos os impulsos de um cérebro e todo o bater de um coração podem ser hilariantes, maçadores, incríveis sempre. O importante será manter firme a ideia de que existem impulsos, que esse bater é constante por agora e até quando for dia e, se hoje o é, sorrio.



2 comments:
gostei..não te acanhes quero ler mais dessas reflexões/parvoíces que para aqui pões.
akele abraço.gonçalo
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