
Agora que escrevo sinto que pouco ou nada me deveria ter permitido inspirar uma vez que fosse, sinto que nada fez sentido, sinto que se agora semi-serro os dentes preferia não os ter e ter continuado de olhos bem fechados durante mais 24horas sem pestanejar... um mau dia. Se a culpa me consome por saber que não tenho algo vagamente bate certo. Frustração. O mais que queria parece-me ser o menos próximo, mais distante, uma praia na qual dou à costa sem nunca querer sequer avistar a areia de mais. Sinto os pés afundados, sei que fiz alguém infeliz, procuro assassinar-me em pensamentos de explicação sem qualquer fundamento ou teoria (...) Escrita ridícula, demasiado deprimente, que agora flui como eu não queria saber fazê-la. Peso nos ombros, lotação de algo que nem de um lugar só carece. Exprimo-me hoje em meros minutos que me sobram nos dias esquecidos e nunca apagados. Feia forma de gritar. Egoísta. Só. Hoje escrevo para não encher cabeças, para que me tente compreender, algo inútil que não tenha de remediar remedeios rasgados num desviar de olhar. Discussões entre locutores fechados em quartos separados, onde a empatia é escutada quando as paredes vêm a baixo e não quandos as portas se abrem. Fraco por esperar que entre, massivo por nem sequer ousar sair.



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