
Pensar em ideias para as ter como opções a serem tomadas em conta leva-me a crer que me faz falta alguém idiota. Canço-me facilmente das já mastigadas frases feitas que, apesar de terem as suas filosofias de vida, não passam de necessidades de a preencher como qualquer outra. Também me canso de estar doente dos olhos. Falta-me mais ignorância na vida às vezes. Geradores de conversa que passam por falsos intelectualismos que são pensados para serem cuspidos, não divulgados quando produzidos em paredes pintadas já com cores feias, coisa que não existe, descontextualizada. Faz-me sorrir. Gestos escritos, sentimento batido. Reticências rematadas como final de frase e não de ideia, fáceis de ler para quem sabe conhecer, a tal conversa doce sem palavras, algo que se quer dizer mas que necessita que haja vocabulário em dicionários para tal (...) significados que conhecemos tão bem... faltam muitas palavras no meu. Mostrarem-me coisas que sei que as são mas que não as vi, olhei e nem sequer reparei no toque que podem ter. É confortável sentir o que temos seguro, mesmo quando se torna desinteressante. Está lá. O desinteressante não existe quando há expontaneadade. A palavra torna-se no seu significado e acordamos. Passamos a ver coisas sem nos preocuparmos em ter presente que as são. Quero sempre experiência nisto escrito, na companhia de quem o compreende e o cultiva ao acordar.



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