9.6.08

Carta



Hoje sonhei que te via (...) sonhei que te despia (...) sonhei que me ria de tanto te fazer rir e lembro-me que o teu sorriso me encheu em demasia. A questão do copo meio-vazio / meio-cheio torna-se interessante até ao ponto em que nos apercebemos que não deixa de ser meio, indiferente e indeciso. Sonhei contigo. 10 dias faltam para que acorde num sonho diferente, 10 dias são suficientes para que viva o que deixei de viver alguns meses atrás. De qualquer forma sonhar de olhos bem abertos faz parte do contemporâneo de qualquer mortal, 10 dias serão ridículos se pensar que te irei finalmente ver de olhos fechados partilhando um só sonho. Vivo (...) os cheiros e sabores de uma terra que nunca me viu mais demasiado, olho e toco quem muitas vezes me sente e escuta, com interesse pela diferença, mas com olhos de quem não entende o que não lhe compete. Vivo. Cartas telepáticas, realidades que me afastam da minha própria e que partilho contigo aqui e ali. Guardo-as dentro de um corpo simples e arrogante (...) gentil e complicado (...) cognescente do que transporta.

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