24.1.09

Entre Passos


Corro fotografias de um album de outrem... dou por mim com um sorriso semi cerrado a par dos ponteiros apressados que não hesitam quando nos entretemos com algo sem redor. Reflexos vividos e apreciados várias vezes. Entre carros parados rio até à exaustão e troco impressões com o ouvinte ideal para a altura, como que escolhido a dedo e com o racicínio colado ao meu, com sons estranhos de quando em vez que me fazem rolar sobre mim e tirar memórias do fundo da caixa por entre fumo e tranquilidade. Passam-se mais uns tantos. Sei que hoje me temes mais do que nunca... falta-me descobrir o porquê. Fazes desenhos com a memória, na minha cara, no que julguei ter um dia e ficou no indeterminável "provável" sem prova, sem degustação, com o que pensas saber e nem tentas descobrir. Inconveniência? Ecos do dia. Ninguém ouve. Em tempo apagado julguei acreditar em telepatia, porém o telefone inerte na mão tirou-me daí o sentido aquando de uma deambulação à chuva... desconfortável, verdadeira. Um filme a preto e branco, um postal repensado, escolhido, de quem foi e não pretende voltar sob custódia de um ideal defendido com palavras entre dentes.

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