18.1.09

Cíclico



Mãos grandes... olhos espelhados de esperança deste que vos pinta e procura, os argumentos, para os esboçar com pormenor frio e grandioso... "grande o sossego de não ter de haver sossego". Se pudésse escolher as palavras que digo sem falar ficaria para sempre mudo e desperto. Informal. Não... está tudo no seu lugar mas, para quem deixa tudo desordenado e sabe exactamente encontrar o que precisa, existem demasiados cantos numa esfera achatada. Parece impossível mas seguro, invísivel (...) inquestionável porém. Recordo e anseio a mil. As experiências reconhecem-me de bom agrado. Em delírio premeditado não planeado e com premissas que me enchem e respiram sobre mim, troco as voltas e não as temo, como o mar que beija cada grão de areia seja onde for. Aquelas coisas que preciso tanto, que gosto, como quebrar os cantos do meu mundo... artista desconhecido - faixa sem título. Sedução enervante, como o cabelo que cai na frente dos olhos, como a qualidade sem quantidade, como tudo o que eu escolho e traduzo. Devaneio.

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